Trombose Venosa Profunda

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A trombose venosa profunda (TVP) é a obstrução de veias profundas por coágulos, com interrupção do fluxo de sangue local. Normalmente ocorre nos membros inferiores, levando ao um quadro súbito de dor intensa, inchaço e dificuldade para andar.

Os fatores de risco para trombose venosa profunda são: –Fatores genéticos: alterações hereditárias em proteínas do sangue, levando a uma tendência à uma coagulação dentro do vaso. –Imobilização prolongada: tratamentos ortopédicos com imobilização prolongada (gesso), viagens extensas, pacientes hospitalizados e acamados. –Traumatismos: lesões graves nos membros (fraturas importantes, esmagamentos) podem levar a trombose por lesão direta das veias.

– Cirurgias: todo pessoa que irá se submeter a uma cirurgia de maior porte apresenta algum risco para o desenvolvimento de trombose venosa profunda no período pós-operatório. As cirurgias com maior risco são as ortopédicas (quadril, joelho) e ginecológicas. Medidas para a prevenção da trombose venosa profunda no pós-operatório devem ser tomadas pelo médico cirurgião, sob orientação de um cirurgião vascular.

– Uso de hormônios femininos: o uso de medicamentos que contenham hormônios femininos (anticoncepcionais, reposição hormonal para menopausa, tratamentos para fertilidade) aumenta o risco de trombose venosa profunda, especialmente em pessoas suscetíveis. A segurança do tratamento deve ser avaliada caso a caso pelo ginecologista da paciente.

– Gravidez e puerpério: o risco para trombose venosa profunda na gravidez e puerpério ocorre devido ao aumento da taxa de hormônios femininos e à diminuição na velocidade do retorno de sangue dos membros inferiores na gravidez.

–Tabagismo: é fator de risco para o desenvolvimento de trombose venosa profunda, especialmente se associado ao uso de hormônios femininos.

– Varizes: pacientes com doença varicosa têm maior risco de desenvolver trombose venosa profunda, especialmente os que apresentam inchaço nos membros inferiores. –Outras doenças. Algumas doenças aumentam o risco de trombose venosa, como certos tipos de câncer e de doenças reumatológicas e auto-imunes.

Em certos casos, a trombose é o primeiro sintoma dessas doenças. Portanto, a investigação das causas da trombose é obrigatória. O tratamento da trombose venosa profunda tem dois objetivos: melhorar a condição do membro afetado e evitar complicações.

A principal complicação a ser evitada é o tromboembolismo pulmonar, que ocorre quando há desprendimento do coágulo do vaso em que ele se encontra e deslocamento até a circulação pulmonar, acarretando dificuldade respiratória aguda. O tratamento é feito basicamente com anticoagulantes (remédios que impedem a formação de coágulos) e compressão do membro atingido (meias elásticas).

O uso de anticoagulantes deve ser continuado até o que o risco de desenvolvimento de novas tromboses ou de tromboembolismo pulmonar diminua, o que deve ser avaliado caso a caso. A longo prazo, se não tratada adequadamente, a trombose venosa profunda pode levar a um quadro conhecido como síndrome pós-flebítica, com inchaço constante do membro atingido, escurecimento da pele e desenvolvimento de feridas (úlceras).

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